Bastava te dizer, amiúde, que sonhei contigo e quis muito deitar no teu peito frio e recitar quintana e cecília e chorar como uma criança que nunca viu o paraíso. E te contar como passei meus dias tempestivos e como a árvore tem ficado à merce da solidão e que o céu parece não enxergar quando eu choro, caladinho, o amor que eu não recebi. Bastava te sussurrar ao ouvido “eu te amo eu te amo eu te amo” e desejar, fortemente, que o sol irradiasse nosso sexo e nossas vidas e nossos pecados, mesmo que não fossem para nós.
E te recitar drummond e te cantar marcelo camelo e te beijar como se o mundo não fosse feito de guerras e como se não houvesse amanhã.
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